As olimpíadas de pequim no mês de agosto deste ano prometem ser um acontecimento incomparável, tanto pela fama de perfeccionismo do povo chines quanto no trabalho e valores investidos. Basta ver as construções com projetos super elaborados executadas com fim único de abrilhantar os jogos.
Mas nem só com prédios a China quer impressionar o ocidente. Existe também uma forte campanha do governo com fins de eliminar alguns constumes do povo chinês, execráveis aos nossos olhos (escarradas em público, banheiros compartilhados, alimentos exóticos...), além de trânsito verdadeiramente caótico e poluição inacreditável, e tudo daquele jeito especial que o governo "comunista" da China tem de lidar com imposições...
A impecável organização dos jogos é para o governo chinês uma demonstração de força e poder para nós ocidentais. Como se isso fosse preciso e o mundo todo não estivesse espantado com o crescimento econômico, populacional, militar e a área de influência da "Uma só China" (política governamental que "agrega" à China continental Hong Kong, Macau, Taiwan e o Tibete. À força... se for preciso...)
É aí que entra uma pequena estória:
Em 25 de abril deste ano, três ativistas substituiram a bandeira chinesa do acampamento base do pico Everest pela bandeira Tibetana, e em seguida uma enorme faixa com os dizeres "Olympic Games 2008 - One World, One Dream - Free Tibet" (Jogos Olímpicos 2008 - Um Mundo, Um Sonho - Tibete Livre). Tudo filmado e distribuido pelo YouTube. As autoridades chinesas ficaram enfurecidas e perseguiram, prenderam e deportaram os ativistas (dois americanos e um tibetano), a agênciadora de turismo contratada por eles para a viagem foi fechada e o motorista que os levou de Lhasa (capital do Tibete) até a base teria sido preso se não fosse chinês.
Desde então, qualquer estrangeiro ocidental é tratado com absoluta desconfiança pelo governo chinês do Tibete.
Em outubro de 1950, o governo militar maoísta da China invadiu o Tibete - até então uma nação soberana e com tratados seculares de paz e definição de fronteiras com a própria China- com o pretexto de "libertar o povo tibetano do imperialismo inglês", já que na época havia certa influência da Grã-Bretanha no país. Desde então, mais de 1 milhão de tibetanos foram mortos, entre eles milhares de monges budistas, centenas de monastérios foram destruídos e o governo do Dalai Lama destituído - o que ocasionou sua fuga para a Índia, onde mantém um governo no exílio.
Mas o pior vem acontecendo incessantemente desde julho de 2006 com a inauguração da estrada de ferro Pequim-Lhasa.
(continua no post seguinte...)
1946
Há 13 anos
